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Dra Valeria Santos de Almeida

No Brasil, cerca de 1 a cada 4 gestantes fumam e 80% das mulheres fumantes mantém
o hábito na gravidez. O hábito de fumar torna-se um tema importante de se
discutir durante a gestação, pois é extremamente nocivo. A nicotina é uma substancia
que provoca diminuição das artérias que irrigam o útero (vasos sanguíneos que
levam oxigênio e nutrientes para o feto). Desta maneira, fumar na gravidez pode
provocar diminuição no crescimento do feto, e há aumenta a chance aborto. Alem
disso, no pós parto  promove a diminuição na quantidade do leite. Outro fator observado em pesquisas foi a menor adesão ao pré-natal por mulheres fumantes.

Dentre as terapias que podem ser usadas durante a gravidez para se diminuir o uso do cigarro está a prática de exercícios físicos.

Uma pesquisa(1) realizada em Londres com 32 mulheres que se declararam fumantes em sua primeira visita no pré-natal, no oitavo mês de gestação 25% tinham parado de fumar. Estas mulheres realizaram exercícios físicos de intensidade leve a moderada elas eram encorajadas a realizarem pelo menos 30  minutos de caminhada por dia por pelo menos 5 x por semana. Mas o nível almejado era de 110 minutos / semana de atividade física, pois era o tempo relacionado com abandono do cigarro em outros estudos

com mulheres não gestantes. As mulheres relataram que a intervenção ajudou na manutenção
do peso, redução da ânsia do cigarro e uma maior confiança para deixar de fumar.

1. Ussher et al. Physical activity as an aid to smoking cessation during pregnancy: Two feasibility studies. BMC Public Health. 2008; 8: 328.

Por Profa DraValeria Santos de Almeida

A depressão durante a gravidez aumenta o risco de parto prematuro e de dar à luz um bebê de baixo peso, com menos de 2,5 kg.

Isso é o que mostra uma metanálise conduzida por várias instituições americanas, publicada no “Archives of General Psychiatry”.

Para chegar ao resultado, os pesquisadores avaliaram 29 trabalhos de 13 países, incluindo o Brasil, que somam dados de 40.000 mulheres.

A depressão na gravidez foi ligada a um aumento de quase 20% no risco de baixo peso ao nascer.

O aumento da probabilidade de parto prematuro também foi significativo.

Os cientistas ressaltam que os efeitos da depressão sobre o bebê variam em função do grau do problema.

De acordo com eles, no entanto, a depressão não foi associada a uma restrição do crescimento do feto no útero.

DIAGNÓSTICO

Segundo o artigo, o dado deve servir de alerta para que a doença seja identificada durante o acompanhamento pré-natal. Assim, seria possível oferecer o tratamento adequado à mãe.

A incidência de depressão em gestantes não é baixa: está em torno de 10%, segundo pesquisa publicada na última edição do periódico “Obstetrics&Gynecology”.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/822305-depressao-em-gravidas-afeta-peso-do-bebe.shtml

Sabemos que o exercício físico durante a gestação promove a diminuição da ansiedade, depressão e melhora o humor e o sono. Assim, procure realizar exercícios durante a gestação é bom para você é bom para o bebê. temos atendimento em pequenos grupos no Campo belo, atendimento individual em sua casa ou prédio e personal gestante na Academia GAP no Sumaré.

Entre em contato: 11 7763-9358 – valeria @metodogerar.com.br

Profa Dra Valeria Santos de Almeida

 

SAIBA SE O SEU PESO ESTÁ ADEQUADO.

 

Em vários artigos neste site temos relatado a importâcia de uma boa alimentação e a prática regular de exercícios físicos durante a gestação para o controle do ganho de peso e a saúde da mãe e do bebê. O excesso ou a falta do ganho de peso durante a gravidez é um fato de muita relevância para sabermos sobre a saúde da gestante, sendo ligado ao aparecimento de doenças durante a gravidez.

Descubra se você  está com o peso adequado à sua semana gestacional.

Clique no link:

http://boasaude.uol.com.br/tools/weight.cfm

Caso queira nossos serviços temos uma equipe de nutricionistas e professores de educação física: receba-os em casa!!! 11 –  7763-9358

ou valeria@metodogerar.com.br

 

Por Prof Dra Valeria Santos de Almeida

 

Um estudo feito no Reino Unido – Londres entrevistou 11466 mulheres com 18 e 32 semanas de gestação. A pesquisa tinha por objetivo avaliar o tempo gasto pelas gestantes em atividades físicas semanais o índice de massa corporal antes da gestação. Os resultados da pesquisa mostraram que 25% das gestantes tinham pelo menos um cachorro. As gestantes que tinham o animal de estimação tiveram 50% mais chance de ser ativa, ou seja, de atender a recomendação de 150 minutos de atividades físicas por semana. As donas de cão são mais propensas a caminhar mais rápido que as gestantes que não tem cachorro. No entanto, não houve associação entre ter cachorro e menor peso corporal.

Como caminhada é uma atividade de baixo risco para gestantes e os animais também precisam de movimento, é uma ótima forma de estimular gestantes a realizarem atividades físicas e alcançarem a recomendação feita pelo ACOG (Colégio Americano de Ginecologistas e Obstetras) e assim, diminuir o risco de ter doenças como diabetes gestacional e pré-eclâmpsia (doença hipertensiva específica na gestação).

Aproveite então e vá passear com seu cãozinho e ter um estilo de vida mais ativo e uma melhor qualidade de vida na gestação!

Você pode ler o artigo na íntegra:

Westgarth et al. Dog Ownership during Pregnancy, Maternal Activity, and Obesity: A Cross-Sectional Study. PLos One. 2012; February, vol 7.

 

 

 

 

COMEMORE ESTA DATA COM EXERCÍCIOS

 

Em comemoração ao dia da gestante 15 de agosto estaremos fazendo uma Caminhada no Parque do Ibirapuera.

Venha participar!! Nos encontraremos na Praça do Porquinho as 10h. Nosso objetivo é levr a mensagem do Agita Gestante.

Desde de 2002 o Colégio Americano de Ginecologistas e Obstetras recomendam que gestantes saudáveis devem acumular pelo menos 30 minutos de atividades moderadas por dia, por pelo menos 5 vezes or semana, ou seja, devem acumular pelo menos 150 minutos de atividades físicas por semana. Atendendo esta recomendação a gestante é considerada ATIVA.

Sendo ativa a grávida terá menos chances de aquirir doenças como diabetes e pré-eclâmpsia (hipertensão específica na gestação). A diminuição destas doenças está comprovado por várias pesquisas internacionais e nacionais.

Por isso, leve esta mensagem para toda grávida..ações simples como caminhar com seu cachorro ou caminhar como forma de transporte ou ainda varrer a casa ajudam a ser mais ATIVA, desde que em cada atividade destas a gravida pe
rmaneça por pelo menos 10 minutos.

Faça atividades durante a gravidez sem colocar o bebê em risco

Redação Crescer

Donna Day

Mexa-se durante a gravidez sem colocar o bebê em risco!

Nem só de hidroginástica e yoga vive uma grávida que quer se exercitar. Movimentos aeróbicos e alongamentos estão liberados, desde que não haja nenhuma restrição médica e que um professor a acompanhe. Invista em caminhadas e ginástica localizada, por exemplo. Faça de duas a três vezes por semana, de 50 a 60 minutos. A prática esportiva ajuda a relaxar, a controlar a ansiedade, reduz o inchaço e a dor lombar e auxilia no controle arterial. Sem falar que contribui para um restabelecimento mais rápido no pós-parto e faz, sim, você se sentir mais bonita. É preciso, porém, cuidado com alguns exercícios específicos. Aqueles que mantêm você por muito tempo em pé podem dificultar a circulação sanguínea, causando queda de pressão e mal-estar. Steps não são recomendados porque durante a gestação as articulações ficam mais frouxas, aumentando o risco de torções. Outra mudança na gravidez é com a intensidade dos exercícios. “Se for alta demais pode reduzir o fluxo sanguíneo para as vísceras, como o útero, diminuindo o aporte de nutrientes e oxigênio para o feto”, diz Valéria dos Santos Almeida, professora de educação física e uma das idealizadoras do Método Gerar, um programa de exercícios físicos para gestantes. Com as atividades certas, não há desculpa para ficar parada.

Veja a matéria original aqui

O Agita Gestante nasceu da parceria entre o Método Gerar e Agita São Paulo.

Nosso objetivo é conscientizar e estimular as mulheres grávidas a adoção de um estilo de vida ativo.

Qualquer instituição pode fazer uma ação usando nossa mensagem: acumular 30 minutos de atividades moderadas por pelo menos 5 dias na semana.

A ação deve ser feita preferencialmente em agosto, pois dia 15 comemoramos o dia da gestante.

 

 

 

O número de cesarianas realizadas no Brasil tem superado o de partos normais. De acordo com o Ministério da Saúde, de 2010 para cá cerca de  52% dos partos nacionais foram cirúrgicos, mas qual a diferença entre um e outro? Sabemos que os benefícios dos partos normais são inúmeros, isso vai desde uma melhor recuperação da mulher até o vínculo estabelecido entre a mãe e o filho durante o parto. Já a cesariana requer cuidados com a recuperação,  pode ocasionar sangramentos, infecções, além é claro das tão indesejadas cicatrizes. tão indesejadas cicatrizes.
Essas marcas podem tomar uma proporção muito maior do que conhecemos. Muitas mães não sabem que até mesmo o atrito da pele com a roupa pode prejudicar essa cicatriz levando a uma inflamação podendo se tornar uma quelóide (cicatriz espessa, elevada e de superfície lisa que ocorre somente na pele).

Muitos são os cuidados que a mãe deve ter após a cesária. Segundo o cirurgião plástico Dr. Bernardo Hockman, especialista em tratamento de cicatrizes e quelóides e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – SBCP, é preciso ter atenção com o repouso: “Esforços físicos precoces podem levar a aberturas parciais (ou até total) da cicatriz o que é chamado de deiscência dos pontos. Isso tudo porque a cicatrização pode levar em torno de 12 a 18 meses.”

Dr. Bernardo Hockman

Veja abaixo as principais dúvidas sobre cicatrizes e quelóides esclarecidas pelo Dr. Bernardo Hockman:

1 – Quais as principais complicações estéticas que uma cicatriz de cesárea pode apresentar? Em quanto tempo ocorre a cicatrização de uma cesárea?

A cicatrização da pele de uma cesárea ocorre entre 10 a 14 dias; entretanto, o processo de amadurecimento da cicatriz, ou seja, de atingir seu aspecto final e sua resistência a trações se prolonga por um período de 12 a 18 meses. As complicações de uma cesárea podem surgir por esforços físicos precoces das mamães, levando a aberturas parciais (ou até total) da cicatriz (chamada de deiscência dos pontos). Essas aberturas, se não corrigidas, geralmente resultam em defeitos estéticos como retrações cicatriciais (afundamentos localizados), que podem até causar dor em certos movimentos pela aderência (fibrose) da cicatriz cutânea nos músculos, e também podem deixar as cicatrizes mais alargadas. Essas aberturas ou esforços musculares precoces e excessivos também podem facilitar que a cicatriz da cesárea torne-se do tipo hipertrófica ou até com quelóide (que serão explicadas mais adiante).

2 – A cicatriz pode inflamar? O que ocasiona essa inflamação?

Qualquer cicatriz pode inflamar, inclusive de cesárea. Os fatores que podem levar a uma inflamação na cicatriz são “encravamento” de pêlos na cicatriz em formação (principalmente os pubianos no caso de cesáreas), reação inflamatória ao fio de sutura e esforços físicos precoces.   

3 – O que é cicatriz hipertrófica?

É uma cicatriz elevada decorrente de uma resposta cicatricial exagerada da pele a uma intervenção cirúrgica ou ferimento. Essa cicatriz não ultrapassa o trajeto ou a extensão da incisão ou ferimento inicial. Apresenta tendência à regressão. A cicatriz hipertrófica é sobrelevada em relação à pele, avermelhada e usualmente com coceira espontânea. A freqüência de cicatriz hipertrófica é, provavelmente, maior que do quelóide. A cicatriz hipertrófica pode ocorrer em qualquer idade, mas tende a se desenvolver mais freqüentemente na puberdade e adultos jovens, sendo mais rara em pessoas acima dos 60 anos de idade.

4 – O que é o quelóide e quando acontece?

O quelóide é uma cicatriz espessa, elevada e de superfície lisa que ocorre somente na pele (e apenas em humanos). Se estende para os lados em relação à incisão cirúrgica ou ferimento inicial, formando verdadeiras nodulações na cicatriz.  O quelóide ocorre em ambos os gêneros, embora com discreta predominância em mulheres. É mais comum em pessoas afro-descendentes (incluindo pardos ou mulatos) e em pessoas de origem oriental, embora também ocorra em pessoas brancas. Não existe quelóide espontâneo, e as lesões sem causa aparente são provocadas por ferimentos minúsculos não percebidos pelo paciente como pequenas espinhas; cicatrizes de catapora, furúnculos, feridas aberta que cicatrizaram sem que houvesse sutura, ou com infecção, também são causas comuns de quelóide.

5 – O atrito promovido pela roupa pode prejudicar a cicatriz? 

Sim, o atrito pode prejudicar uma cicatriz pela inflamação crônica que causa, e conforme a sensibilidade pessoal da pele. Esse fator inflamatório é agravado por roupas de tecido sintético como a base de poliéster ou microfibra, mas pode facilmente ser prevenido utilizando vestimentas de algodão ou linho. Em cicatrizes mais recentes de cesárea o uso de calcinhas de algodão torna-se obrigatório em todas as mulheres.

6 – Caso a cicatriz apresente problemas o que a paciente deve fazer? 

Na presença ou mesmo suspeita de que há algo errado na cicatriz você deve imediatamente procurar seu cirurgião, pois é o profissional mais apto a lhe ajudar e porque mais conhece você. No período pós-operatório mais recente (cerca de 15 dias), os sinais mais freqüentes que podem levantar suspeita são vermelhidão súbita na cicatriz ou na pele ao redor, com ou sem aumento da temperatura local, presença de gotas de qualquer tipo de líquido ou secreção saindo pela cicatriz, abertura de ponto(s) de sutura(s) ou parada de saída de liquido através de drenos quando houver. Os sintomas mais freqüentes são dor e/ou coceira excessiva. Mais tardiamente, a partir de 1 mês, você deve-se ficar mais atento a uma vermelhidão persistente da cicatriz, aumento do relevo da mesma, endurecimento do tecido embaixo da cicatriz (fibrose subcutânea), além de coceira persistente. As ocorrências desses fatores podem predizer a evolução para uma cicatriz hipertrófica ou eventualmente até quelóide. Fique atenta!

7 – Quais os tratamentos disponíveis para tratar cicatrizes? 

Como o mecanismo biológico que causa a formação de cicatrizes hipertróficas e quelóide ainda não está completamente esclarecido, os tratamentos ainda não são totalmente específicos. Ao contrário do quelóide onde o tratamento cirúrgico, sempre que possível, é a opção mais indicada, nas cicatrizes hipertróficas a retirada cirúrgica não é a primeira opção. E, para isso, dispõe-se de recursos, além dos tradicionais métodos de compressão elástica contínua por um período de 10 a 16 horas por dia por determinado tempo. O quelóide que está em fase de atividade clínica, ou seja, quando se apresenta avermelhado, com coceira e/ou dor, e/ou crescimento não deve ser operado. Nessa situação, a probabilidade da formação de um novo quelóide é muito alta, mesmo quando realizados outros tratamentos complementares à operação. Por isso, é mais conveniente aguardar uma fase de menor atividade ou de inatividade clínica para retirá-lo, ou seja, quando a lesão parar de crescer e não apresentar coceira ou dor. Para isso, orientamos o paciente a utilizar medidas para amenizar o desconforto, como aplicação de corticóide ou compressão elástica. Contudo, atualmente dispomos de outros recursos tecnológicos para encurtar a fase de atividade clínica, como laser de baixa potência ou eletroterapia, dentre outros, para o tratamento cirúrgico ter mais chance de ser bem sucedido.

 8 – O que é betaterapia?

A betaterapia consiste em irradiar muito superficialmente a nova cicatriz da retirada cirúrgica de quelóide, por meio de uma placa radioativa contendo átomos de estrôncio. A aplicação da betaterapia geralmente é iniciada após 24 a 48 horas da cirurgia. Esse procedimento visa diminuir a formação de fibras colágenas, que é a base do “cimento da cicatriz”, e que está muito aumentado no quelóide.

 9 – Quando a infiltração é indicada e quais são as suas contra-indicações?

A infiltração (injeção intralesional de corticóide, ou seja, injetar o medicamento dentro de um tecido ou lesão) é indicada no quelóide em atividade clínica (vermelhidão, coceira, dor ou em crescimento). O corticóide de escolha chama-se acetonido de triancinolona. A infiltração é contra-indiciada em quelóide inativo (atrofiado e sem sintomas), ou que apresentem ulcerações com ou sem infecção associada, e em quelóide com excesso de “vasinhos” (telangectasias). A infiltração tampouco deve ser realizada em cicatriz hipertrófica, porque o corticóide afrouxando intensamente o grau de compactação das fibras de colágeno pode causar alargamento da cicatriz, resultando numa cicatriz mais plana, porém espraiada e de aspecto atrófico e inestético.

10 – As pomadas com corticóide são usadas com muita frequência.  Existem contra-indicações? 

Outrora as pomadas com corticóide (antinflamatório esteróide) já foram muito utilizadas. Porém, esse tipo de pomada pode não diminuir a espessura da cicatriz e causar um afinamento da superfície (epiderme) da cicatriz hipertrófica e do quelóide; com isso, após um período de uso superior a 1 mês, as cicatrizes costumam ficar muito avermelhadas e com a presença de pequenas e inestéticas veias (“vasinhos”). Atualmente, como fruto das intensas pesquisas científicas e com o advento de novos recursos, deixou-se a pomada com corticóide como uma 2ª opção, apenas para os casos com intensa coceira, ou quando não for possível utilizar outro tipo de tratamento.

11 – Muitos médicos recomendam o uso de uma fita de silicone para evitar problemas com a cicatriz. Como esse tipo de material pode colaborar no tratamento? 

Independente de todos os tipos de tratamento até aqui citados para cicatrizes hipertróficas e quelóide, a fita de silicone deve ser aplicada, via de regra, nessas cicatrizes, e por isso é tão recomendada por muitos médicos. A oleosidade natural da pele, fabricada por glândulas sebáceas, é responsável, dentre outras funções, pela manutenção da hidratação da pele (chamada barreira cutânea ou epidérmica). As cicatrizes não possuem glândulas sebáceas, ou seja, são secas na sua superfície, independente do grau de oleosidade da pele ao redor. E, assim sendo, a água evapora continuamente através da cicatriz desidratando ainda mais o seu interior. Para que exista maior aporte de água na cicatriz ocorre uma dilatação dos vasos sanguíneos locais; contudo, essa água também evapora pela ausência da camada oleosa, e a cicatriz permanece desidratada, avermelhada e, portanto, inflamada, além de inestética. Por isso, é essencial a utilização de fitas ou lâminas de silicone sobre essas cicatrizes, mantendo um nível contínuo e mais adequado de hidratação das mesmas. Entretanto, a utilização de fitas de silicone não deveria ser restringida apenas ao tratamento de cicatrizes patológicas, mas também na prevenção de quelóide após remoção cirúrgica. A fita de silicone também deve ser aplicada em qualquer cicatriz, inclusive normal, oriunda de qualquer tipo de intervenção cirúrgica. Com esse recurso, mesmo cicatrizes normais teriam seu período de avermelhamento encurtado, e a qualidade final da cicatriz seria muito melhor.

 12 – Quando e por quanto tempo a paciente deve utilizar essa fita?

O tempo de uso até o resultado varia de acordo com o tipo e idade da cicatriz. No quelóide e em cicatrizes hipertróficas a fita de silicone deve ser utilizada por um período longo, de muitos meses ou anos, conforme indicação do médico. Em cicatrizes normais as fitas deveriam ser utilizadas a partir do 1º ou 2º mês pós-operatório, ou a critério médico, e pelo menos até o amadurecimento final da cicatriz, que ocorre em média entre 12 a 18 meses após a operação, ou conforme indicação médica. Uma fita de silicone chamada Medgel deve ser utilizada entre 10 a 16 horas/dia, ou conforme indicação médica. A fita não incomoda e pode ser reutilizada após lavagem, devendo ser diariamente higienizada conforme orientações do fabricante.

13 – Existe também uma pomada de silicone. Qual a diferença em relação a fita? 

A pomada é recomendada para regiões que não tenham contato com as roupas ou em locais com dificuldade técnica em utilizar a fita, como no umbigo. Caso contrário, basta usar a versão em tira no local afetado.

 14 – Exposição ao sol pode piorar o aspecto da cicatriz?

A irradiação ultravioleta do sol é um agente fortemente agressivo à pele e pode acarretar transtornos durante o processo de cicatrização. Por isso, não se deve submeter a pele ao sol antes de uma intervenção cirúrgica. Essa irradiação também agride uma cicatriz, podendo predispô-la mais comumente a uma pigmentação (cicatrizes escuras), ou a uma despigmentação (cicatriz mais clara que a pele, principalmente em afro-descendentes), podendo desencadear cicatrizes hipertróficas quando há excessiva exposição dos raios solares.

15 – A cicatriz não desaparece, mas existem pessoas que apresentam cicatrizes menos aparentes. Quando isso acontece? 

As cicatrizes são menos aparentes em regiões de pele mais fina (face e pálpebras), em regiões de pele submetidas à menor tração por contração muscular (face de dentro dos braços, nádegas), em pessoas com menor oleosidade na pele e em pessoas idosas (a pele é mais fina e ressecada).

Assista este clip sobre o filme  “O Renascimento do Parto” retrata a grave realidade obstétrica mundial e sobretudo brasileira, que se caracteriza por um número alarmante de cesarianas ou de partos com intervenções traumáticas e desnecessárias, em contraponto com o que é sabido e recomendado hoje pela ciência. Tal situação apresenta sérias conseqüências perinatais, psicológicas, sociais, antropológicas e financeiras. Através dos relatos de alguns dos maiores especialistas na área e das mais recentes descobertas científicas, questiona-se o modelo obstétrico atual, promove-se uma reflexão acerca do novo paradigma do século XXI e sobre o futuro de uma civilização nascida sem os chamados “hormônios do amor”, liberados apenas em condições específicas de trabalho de parto.

O longa estréia março de 2012.

Assista abaixo:

Renascimento do parto

Com a participação especial do cientista francês Michel Odent, da antropóloga norte-americana Robbie Davis-Floyd, do ator e diretor de cinema Márcio Garcia e sua esposa, a nutricionista Andréa Santa Rosa.

Um filme de
Érica de Paula e Eduardo Chauvet

Direção
Eduardo Chauvet

Uma produção
Master Brasil e Ritmo Filmes

O Método Gerar em parceria com o Agita São Paulo criou o Agita gestante.

Uma campanha que estimula a gestante a ter um estilo de vida ativo na gravidez.

Com a diminuição do nível de exercícios, riscos de desenvolver hipertensão e até diabetes aumentam durante o período de gestação

 

Levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo em parceria com o Celafiscs (Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul), entidade responsável pelo programa Agita São Paulo, indica que 65% das mulheres grávidas não praticam o tempo mínimo recomendado de atividades físicas durante o período de gestação.

Durante o estudo, 127 mulheres grávidas, com idades entre 16 e 40 anos, utilizaram o “pedômetro”, aparelho que mede o número de passos dados, além de responderem a questionários específicos. No início da gravidez, as futuras mães realizavam exercícios diários por, pelo menos, 30 minutos de forma contínua, tempo recomendado tanto pela Secretaria de Estado da Saúde, quanto pela Organização Mundial da Saúde, válido também para as mulheres grávidas, mediante acompanhamento médico.

Dentre essas gestantes que diminuíram a carga de atividade física, o nível de exercícios caiu 34% durante a semana já no segundo trimestre de gravidez. No terceiro trimestre a redução foi ainda maior: 41% em relação ao início da gestação.

“Os motivos apresentados pelas mulheres vão desde excesso de peso até a influência de familiares e amigos que as orientam a se preservarem, não fazerem exercícios. As gestantes devem adotar um estilo de vida ativo, praticando, ao menos, 30 minutos de exercício físico por dia. Com isso, a mãe e seu bebê só têm a ganhar”, afirma Timóteo Araújo, presidente do Celafiscs.

Ele diz que a prática de atividades físicas é um item que deve fazer parte do período pré-natal. Por isso, o acompanhamento médico é fundamental, inclusive para conscientizar as gestantes das complicações ocasionadas pela falta de exercícios.

“O primeiro risco que a gestante que não pratica atividade física corre é o sedentarismo. Com isso, ocorre um aumento do peso corporal em excesso, que, por sua vez, aumenta o risco de diabetes. Os benefícios de um estilo de vida ativo para grávidas vão desde o controle de peso e de glicemia até a prevenção de hipertensão. As gestantes devem ter consciência que, nesse momento, os riscos não se aplicam somente à ela. Ao bebê também”, explica Timóteo.

Publicado por Assessoria de Imprensa em 27/09/2011